Revolta dos Malês

REVOLTA DOS MALÊS

DISPUTA DE PODER E AS PRESSÕES ENTRE SENHORES E ESCRAVOS

ÍRIS ALVES ROCHA

METODOLOGIA

Diante do tema trabalhado, meu foco será direcionado para o materialismo histórico como método de pesquisa.

Meu objetivo é analisar a revolta dos malês e os conflitos, as pressões entre senhores e escravos. Com base no materialismo histórico serão abordados os conflitos entre a classe senhorial e a classe dos escravos, além das perspectivas de cada uma delas nesse período. Serão analisadas também as insatisfações das classes com as posições que ocupam dentro da ordem social, assim também como a luta para acabar com a posição social da ordem senhorial. Além disso, observar a percepção da sociedade sobre a ótica dos conflitos de classes.

Nessa abordagem nota-se que os conflitos de classes ou a famosa luta de classe abordada por Marx leva o sistema ao declínio, e as transformações estruturais e é nessa linha que ele enfoca que é a luta de classe é o “Motor da Historia”.

RESUMO

A partir da analise histórica, este trabalho aborda os vários aspectos da revolta dos malês. Destacam os conflitos, as resistências das classes.

A revolta dos malês se deu num contexto em que a economia era recessiva,distúrbios generalizados,diversos problemas políticos. Sendo assim todos esses aspectos foi o ponto máximo de uma serie de rebeliões, de lutas e também disputas de poder. Alem disso as tensões existentes no seio da população escrava, tudo isso vai formar um conjunto de fatores que vão intencionar sua existência.

PALAVRAS-CHAVES: Revolta—interesses–luta de classes–modo de produção

INTRODUÇÃO

No período de 1835 vivenciara a estrutura do modo de produção senhorial. O conflito que existiu entre a classe senhorial e a classe dos escravos, comerciantes, etc. entre essas classes havia interesses, interesses estes que estão atrelados ao modo de produção. Havia interesses pela independência econômica, política administrativa e também pelas posições incorporadas dentro da sociedade.

A classe social dos senhores era a que dominava os meios de produção, esses buscavam e tinham interesses em manter a apropriação de bens, e principalmente a acumulação de capital. Enquanto a classe dos escravos precisava das condições dos senhores para sobreviver enquanto escravos. Assim essas classes começam a perceber que estão insatisfeitas, ou seja, a classe dos escravos começa a perceber a insatisfação com o potencial dos senhores que detém os recursos de produção. Essas insatisfações provocam as tensões sociais, pois a posição ocupada não lhes é mais favorável gerando assim inquietações e conflitos entre essas classes.

Esses trabalhadores deviam parte de seus ganhos a seus senhores e chegavam, em alguns casos, a comprar a liberdade. Entretanto, mesmo libertos, os negros eram tratados com desprezo e não tinham qualquer possibilidade de ascensão social. Esta situação levou-os a se revoltarem contra os dominadores brancos e seus subordinados mulatos.

Alem disso as inquietações existentes nesse período de revoltas seriam por uma nova organização, libertação e também mudanças na sociedade, os desejos por igualdade estava em jogo também.

Sendo assim todas as mobilizações e revoluções estava envolvida a questão da libertação, a luta pela existência, uma mobilização de todos os revoltosos  para por fim a posição social da ordem senhorial. O malês queria liberta-se dos vários tipos de dificuldade que os ameaçavam.

As insatisfações que havia com relação às varias crises que se passava nesse período era tamanha que já se escutava rumores de se organizar um levante para por fim a esses distúrbios generalizados que estavam acontecendo

No entanto o aparelho administrativo da cidade era regido pela classe senhorial que detinha os recursos de produção, o prestigio por manterem a apropriação de bens e por serem detentores da mais valia da exploração da mão de obra. Esse grupo social tinha o interesse de perpetuar a condição de acumulação de capital.

A classe dos escravos é banalizada pelo próprio sistema produtivo, com a desvalorização individual e alienação que o mesmo proporciona.  Uma análise marxista, relacionada à produção: consideremos que o produto gerado do trabalho do escravo é a chamada mercadoria. Pois bem: o escravo é obrigado a produzir dando o máximo de suas forças para gerar mais mercadorias e conseqüentemente mais lucro a seu senhor.

Ele é uma propriedade privada de seu senhor, e não um assalariado. Portanto, não recebe salário, mas apenas um mínimo de condições para sobreviver e continuar produzindo.  É por conta disso que existiram as revoluções para por fim a posição social da ordem senhorial, a classe dos escravos insatisfeitos com suas posições se rebelou dessa forma que acontecem às rupturas para construção de uma nova ordem. Gerando assim as tensões sociais.

A classe senhorial vai fazer o possível para ter os seus e continuar acumulando capital, pois esse era um dos seus principais interesses, enquanto os escravos lutam para acabar com esse posicionamento.

As insatisfações dos males foram respondidas com os ataques e revoltas deixando, mas enfatizado a superioridade e a diversidade de ações da classe senhorial.

Todas as unidades sociais estavam insatisfeitas e enfrentando problemas entre si: as brigas entre comerciantes, escravos contra senhores de engenho; estes contendo revoltas da escravaria; revoltas da população. Pela política administrativa e também pelas posições incorporadas dentro da sociedade.

Os conflitos afinal, representavam as contradições daquele sistema, baseado exclusivamente na produção voltada na exploração da mão de obra e também com o preconceito contra os negros. Então, nota-se que os conflitos de classes.

Considerações finais.

Diante da analise feita e dos assuntos aqui estudados sobre os diversos conflitos e rebeliões. Conclui-se que essa revolta pode ser vista como uma raiz de todo movimento e vivência,as contradicoes desse movimento possui impulso e atividade.Todas as lutas serviu para mostrar o potencial de contestação ás ameaças presentes. Todas as manifestações que ocorrerem foram capaz de impulsionar uma das rebeliões escravas mais importantes da Bahia. Dessa forma percebemos que a revolta serviu como inspiração fundamental para as lutas contra a escravidão. A revolta também pode ser vista como uma lição de garra e luta pela liberdade.

PROVOCAÇÕES:

COMO VOCÊS ANALIZAM AS DETERMINAÇÕES, AS LUTAS, AS ATITUDES E AS RESISTÊNCIAS DESSES POVOS?

SERÁ QUE AS CONTRADIÇÕES E REVOLUÇÕES PODEM SER RESOLVIDAS NOS LIMITE DO SISTEMA SOCIAL ONDE SURGIRAM?

Sabemos que para isso é necessaria a revolução social durante o qual o estado antigo é liquidado e surge um novo.. foi justamente por isso que se deu a revolta dos malês..

REFERÊNCIAS

João José Reis, Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835

Espero que as pessoas possam comentar e questionar sobre o assunto abordado Fique a vontade para expor suas opiniões.

Atenciosamente Íris Alves Rocha

6 Comentários

  1. ucsalcris said,

    2 de junho de 2010 às 23:48

    revolta dos malês

  2. eudesamigo said,

    5 de junho de 2010 às 22:12

    Eudes me informe como está?

  3. ucsalcris said,

    24 de junho de 2010 às 20:51

    sua abordagem esta otima, mesmo porque é interessante pontuar a situacao politica e economica da Bahia nesse período, e o materialismo destaca muito bem esse aspecto. Cristiane

  4. joanan13 said,

    26 de junho de 2010 às 13:23

    ola,
    sua abordagem materialista na revolta malê foi bem interssante, principalmente no tocante a classe e suas difereças na sociedade. destaco aqui nesse grito de liberdade, o sonho de muitos negros que tentavam driblar as injustiças de um sistema que oprimia e reduzia os diversos desejos de viver.

    Joanan

  5. roneco2009 said,

    28 de junho de 2010 às 14:42

    Iris, seu trabalho está bastante exclarecedor porque mostra de forma objetiva o que foi esse movimento.

    Ótimo trabalho!

    Comentário de Ronaldo Coelho

  6. 29 de junho de 2010 às 9:01

    “… Povo tão sagrado e digno de ser livre…”

    Boa abordagem, por este prisma Iris parabens.
    resistencia sempre houve e creio que sem pre havera… no caso dos males creio que o lado religioso foi de grande importancia…


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