Conjuração dos Alfaites

 

Conjuração Baiana na

Vertente da História Social

Tiago Rangel dos Anjos*

 

Palavras–Chave: Revolta; Influência; Iluminismo; Regime; Ideologia; Escravidão.

 

METODOLOGIA: Desenvolverei um trabalho através da vertente da História Social, tentando englobar a Conjuração dos Alfaiates no universo da historiografia que concebe os acontecimentos no pensamento de Hegel.

A História Social tende a institucionalizar as mentalidades ou o conjunto de estruturas de concepções e as idéias, conceituando-as. Subdivididas entre suas estruturas e categorias desenvolverei o trabalho que destaca a relação entre as seguintes estruturas: o Regime Colonial Senhorial, a Ideologia e a Revolta, envolvidas nos acontecimentos da Conjuração dos Alfaiates.

TEXTO:

 Serão apresentadas as instituições presentes no momento histórico do acontecimento, os personagens inseridos na conjura, os acontecimentos que levaram ao levante, as influências do Iluminismo no movimento e as condenações dos considerados culpados. Tudo no contexto da historiografia social separando e conceituando as estruturas e as categorias.

 Trabalharei os conceitos de termos importantes no meu estudo como: Regime Colonial Senhorial, Ideologia e Revolta e tentarei englobá-los nos acontecimentos que antecederam e ultrapassaram a Conjuração dos Alfaiates entre os anos de 1797 e 1798.

Os acontecimentos:

De todos os acontecimentos que levaram ao levante da conjuração é válido ressaltar alguns mais importantes.

Os Boletins:

Os conjurados, ou o grupo que desenvolveu e deu aval ao acontecimento, desenvolveram onze boletins que descreviam não somente as suas intenções mais que também faziam um levante de quantas pessoas participavam da organização e suas respectivas profissões, e ainda convocavam a população para uma possível revolução, que foram espalhados pela cidade do Salvador no dia 12 de agosto de 1798, levando a ecoar os ideais do acontecimento mais importante para a cidade na época.

Os boletins que traziam as suas intenções e ideais eram baseados nos ideais da Revolução Francesa e tinham a intenção principalmente de independências junto a metrópole, a igualdade entre os seres intitulando-os iguais perante a lei,e a diminuição de impostos,

Além desses boletins, foram mandadas duas cartas ao primor da ordem dos Carmelitas intitulando-os como chefes do poder religioso caso a revolta desse certo.

Ainda existindo rumores de que foi mandada uma carta para o governador geral da época D. Fernando José de Portugal e Castro, intitulando como governador geral mesmo depois da revolta, mantendo-o assim no cargo.

As influências:

Sobre as influências que os conjurados receberam, estudos apontam, através de documentos que beberam da revolução francesa e dos ideais do iluminismo difundidos na Europa e no resto do mundo naquela época, principalmente depois da Revolução Francesa acontecida uma década antes da Conjuração.

Textos encontrados na biblioteca de pessoas ligadas ao movimento como o cirurgião Cipriano Barata de Almeida mostram a ligação com esse movimento. A historiadora Kátia Mattoso faz um levante minucioso dos livros encontrados nessa biblioteca no seu livro O Movimento Democrático Baiano de 1798, e destaca três textos importantes que circularam entre grande parte dos conjurados que são:

Tem relatos da existência do capitão francês Lascher que esteve na cidade do salvador entre outubro de 1797 e janeiro de 1798 e que teve contato com a população da época e com os conjurados, chegando a pedir ajuda bélica para a França ajudando na revolta dos conjurados.

Outra influência que não é provada mais é válido ser citada e a da existência de uma organização maçônica intitulada de Cavaleiro da Luz, da qual os conjurados mais letrados faziam parte.

A reunião no Dique do Desterro:

Um dos acontecimentos mais importantes, pois foi nessa reunião que foram presos a maior parte dos conjurados e levados a julgamento.

Após a postagem dos 11 folhetins na cidade do Salvador e do alvoroço foi marcada uma reunião no Dique do Desterro para resolver qual o destino do acontecimento e como iria se desenvolver a intentada sedição.

Alguns convocados para reunião denunciaram-na e acabou sendo presa a maioria dos integrantes do levante incluindo os que viriam a ser  os quatro mártires da conjuração que eram: Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas de Amorim Torres, soldado do exército e os mestre e aprendiz de alfaiate João de Deus Nascimento e Manoel Faustino do Santos Lira respectivamente.

CONCLUÇÃO:

Todos os acontecimentos citados acima no artigo foram importante para entender os acontecimentos que geraram o que hoje conhecemos por várias nomenclaturas, das quais me identifico com a de Kátia Mattoso que é Movimento Democrático Baiano de 1798.

Trabalhando com as estruturas da ordem senhorial, a ideologia e a revolta e importante entrelaça-las entre si para estudar o movimento, pois a ordem vigente que era a ordem senhorial servil de alvo para os conjurados que através da ideologia do iluminismo dentou fazer uma revolta contra esse próprio sistema que os dominavam em todos os aspectos.

Isso é vistos nos ideais abordados nos boletins espalhados pela cidade do Salvador e também pelas influências sofridas pelos textos que circulavam entre as pessoas envolvidas na conjura.

Em suma o importante de desenvolver esse tema através da vertente historiográfica social é justamente a abordagem que essa corrente tem que está interligada diretamente com os idais e interesses do movimento, ou seja o que se queria conquistar com a sedição intentada é hoje objeto de estudo da História Social.    

* Aluno do 6ª semestre do curso de licenciatura e bacharelado em História da Universidade Católica do Salvador.

*Aluno da matéria História da Bahia II, ministrada pelo Professor Doutor Alfredo Matta.    

Discussões:

Quais a convergências e divergências existente entre a Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira e por quê o movimento Mineiro teve mais importância para o Brasil se tornando feriado nacional?

Será que houve de inocência dos conjurados ao espalhar os folhetins na cidade do Salvador?

Por que um movimento de tanta abrangência, com participação de várias classes e com uma punição tão rude não teve relevância nem no estado da Bahia e hoje é pouco lebrado?

 

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6 Comentários

  1. eudesamigo said,

    5 de junho de 2010 às 22:19

    Oi, falta postar seu texto. Clique em editar e escreva seu artigo. Não se esqueça de garantir os aspectos metodológicos essenciais para a formatação de um artigo cientifico.

  2. eudesamigo said,

    22 de junho de 2010 às 21:04

    Veja as orientações dadas pelo professor Alfredo acerca da organização do texto. Embora você tenha feito sua metodologia, falta contexto, explicar sobre a sociedade da época que você pesquisa. Além disso, é necessário garantir a interatividade em relaçã aos trabelhos de seus colegas. Sugiro que você veja as normas da ABNT em relação aos trabalhos científicos. Trabalhe em cima de sua metodologia. Seu texto está sem desenvolvimento e conclusão.

  3. 28 de junho de 2010 às 21:15

    O trabalho apresentado é muito importante pois toca em um movimento de suma importância pois teve um carater bem particular de extinção da escravidão, independência e igualdades de direitos em plena sociedade escravista.

  4. 29 de junho de 2010 às 8:56

    Conjuraçaõ Baiana, uma chamada para liberdade… foi o que fizeram estes homens que morreram tão cruelmente para dar exemplo, morreram em busca do seus ideais e uma sociedade melhor… Boa abordagem, deste episodio que foi a primeiro movimento social emancipatório com participantes das classes baixas da sociedade. Como diria Afonso Ruy a primeira revolução social brasileira….

  5. 29 de junho de 2010 às 8:58

    Com relação as provocações… Não houve no meuponto de vista provocações e sim precipitação de quem colou, ele acreditava que ao ler todos iriam aderir pois o descontentamento era geral. Por que ele morreram… hahaah como sempre pobre… e alguem deveria morrer para dar exemplo…

    “… Povo tão sagrado e digno de ser livre…”

  6. roneco2009 said,

    29 de junho de 2010 às 19:39

    Caro colega, venho aqui neste espaço parabenizar este trabalho bastante exclarecedor e bem elaborado, o que não é nenhuma surpresa partindo de voçê. Muito bom mesmo…..
    Em relação a sua provocação tenho a dizer que a participação popular e o objetivo de emancipar a colônia e abolir a escravidão, marcam uma diferença qualitativa desse movimento em relação à Inconfidência Mineira, que marcada por uma composição social mais elitista, não se posicionou formalmente em relação ao escravismo.
    Postado por Ronaldo Coelho


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